Caqui

 

Eu não sei porque eu não gostava muito de caqui quando era criança. Acho que é porque uma vez fiquei com a boca “amarrada” por causa da fruta. Ou talvez seja devido ao meu ceticismo em relação à frutas raras que parecem perfeitas demais pra ser verdade.

Caqui é doce, mas não muito, é durinho, mas não demais e, ainda por cima, a polpa tem a forma de uma florzinha  quando é cortado transversalmente.

Lembro que a Mari adorava caqui, mas eu preferia viver com as minhas frutas “normais” e que não exigiam antecipação na primeira mordida, esperando a boca amarrar ou não. Esse negócio de amarrar a boca acontece quando a fruta não está madura o suficiente e ainda tem um adstringente chamado tanino na polpa. Algumas espécies não tem tanino, e podem ser consumidas quando o caqui ainda está crocante.

Pra resolver esse problema, aqui vai uma dica:

 

Se a fruta estiver amarrando na boca, coloque uma colher de café de álcool ou vinagre no seu cálice (cabinho) e deixe durante três dias dentro de um saco plástico ou vasilha fechada.

Agora eu gosto de caqui, e estou feliz porque consigo achar lindos caquis quase o ano todo e, por sorte, aqui só vendem a espécie que nunca amarra a boca!

 

Caqui3

 

 

 

 

Foto: Helena Corção
Tipografia: Alejandro Akira
Helena

Sobre a Helena

Sou irmã da Mari e da Carol e prima da Camila. Sou formada em jornalismo e trabalhei em revista de receitas light. Hoje moro em Los Angeles e acordo todos os dias com saudades de comer uma coxinha.

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